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O Casino
Afifense
O FESTAFIFE vai acontecer num espaço muito querido de Afife: o
velho Casino Afifense, que é um casino que não é casino, nem é
velho.
Não é casino, porque lá dentro não há roletas nem jogos a
dinheiro e não é velho, porque, apesar de ter uma história que
começa em 1885, continua mais jovem e aberto a novas
experiências do que muitos “novos”.
Só afifense é que é. E muito!!
De facto, em Afife sempre houve uma grande tradição cultural,
principalmente teatral, e o Casino resulta da fusão de duas
associações anteriores: a Sociedade Recreativa Afifense, em 1885
e o Club Afifense, em 1899.
Já nesse tempo havia um pequeno Teatro Afifense, onde as pessoas
da terra representavam e assistiam a diversas peças. Bom, não
era bem todas as pessoas que representavam porque só no início
do século XX as mulheres começaram a subir ao palco e, até aí,
os papéis femininos eram representados por homens…
Em Fevereiro de 1929 juntaram-se as duas associações e, em 3 de
Março de 1935, foi inaugurado este belíssimo espaço, com a ideia
de que “marcará uma nova era de progresso para a nossa ridente
aldeia”!
Assim foi construído um grande edifício numa das praças da aldeia,
junto à estação e à escola.
Este Casino tinha uma sala de espectáculos – ou de baile - com
um palco equipado com uma pequena teia, onde se representava,
tocava, dançava, uma biblioteca, um café-bar e até… uma sala
de consultas médicas.
Aqui houve ensaios de ranchos, aulas de música, o posto de correio
exposições, ginástica, judo, atletismo…
Mas então que Casino é este?
É um espaço feito pelos afifenses - e não deve haver nesta
freguesia família que não se orgulhe de ter tido um familiar a
trabalhar nele – para os afifenses - não deve haver ninguém na
freguesia que não tenha nas suas memórias uns quantos serões bem
passados nesta casa.
O Casino soube receber tudo o que podia contribuir para o bem estar
e o desenvolvimento das suas gentes!
E foi assim que em 2006 acolheu estas estranhas criaturas que são
as marionetas.
Umas enormes, outras pequeninas; umas divertidas, outras
aterrorizadoras; umas boas, outras más, mas todas capazes de nos
contar histórias, de nos divertir, mas principalmente de nos
ajudar a sonhar!
E as marionetas gostaram tanto de cá estar que agora convidaram as
suas amigas para uma grande festa em que estão todos convidados!
João Alpuim
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