RETROSPECTIVA ANIMAÇÃO RUSSA - II

 

Terça 04, 14h30 e 21h45 - Quinta 06, 14h30 e 21h45

RETROSPECTIVA DE ANIMAÇÃO RUSSA II

(maiores de 12 anos, aprox. 70 min. duração)

 

The Mermaid (Rusalka)

 The Mermaid é um envolvente conto sobre um monge e o seu noviço, que vivem à beira do mar. À medida que a estória se desenrola, ficamos a saber que o monge, muitos anos antes, traíra a sua noiva e que esta se suicidara.

 Petrov será um dos mais conceituados animadores russos da actualidade, tendo começado a sua carreira no declínio da animação soviética. A marca da literatura paira sobre os painéis pintados que fazem a sua obra mover-se; e

levá-lo-ia à conquista de um Óscar da academia de Hollywood pela sua adaptação de O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway, em 1999.

Realização: Alexander Petrov. 1996, 10’, Rússia; pintura a óleo sobre vidro.

 

 

The Man in the Frame (Chevolek v Ramke)

 Man in The Frame é um filme irónico de forte crítica à burocracia e aos carreiristas. Assiste-se à evolução de um espécimen, imbuído, de corpo e alma à aos sacrifícios da sua ascensão.

 Khitruk (já se disse acima, a propósito de Winnie, the Pooh) é considerado o fundador da idade de ouro da animação soviética com History of a Crime. Dessa produção impulsionada pela administração de Krutshev, deixou estas marcas e ainda, pelo menos, Film Film Film. Mas Man in the Frame fala bem da independência artística que soube manter.

Realização: Fyodor Khitruk. 1966, 9’48’’, Rússia; desenho e recortes.

 

Insectos (Bukashki)

 Atentem na agressividade da expressão: “Esmago-te como uma barata.” Serve na perfeição para descrever os extremos a que a dureza da sida dos insectos que nos rodeiam no dia-a-dia pode chegar. É o dito dia-a-dia deles que Insectos segue.

 Aldashin mostra aqui um registo muito diferente de Ivan, o Tolo, também incluído nesta retrospectiva – em vez dos recortes temos animação digital a duas dimensões, em vez do conto tradicional temos uma deambulação pessoal sobre a realidade dos insectos. Também por esta diversidade autoral e estilística, Aldashin é considerado com Petrov um nome maior da actual animação russa.

Realização: Mikhail Aldashin. 2002, 10’, Rússia; desenho, 2D digital.

 

Conto dos Contos (Skazka Skazok)

Conto dos Contos é o espelho de uma canção de embalar russa onde se diz que um lobo levará a criança para os bosques se ela não adormecer. Por trinta minutos, música clássica e jazz de grafonola servem o conto da canção de embalar, a personagem do lobo e as memórias do próprio Norshteyn; dos comboios passantes da infância ao Minotauro de Picasso. Conto dos Contos é também o espelho de Youri Norshteyn, um conto de si próprio e de si no seu país.

Em 1979, este filme este para ser proibido pelas cúpulas soviéticas. Em 1984 e, de novo, em 2002, Conto dos Contos foi considerado o melhor filme de animação de sempre por um colégio de especialistas internacionais. Hoje, Youri Norshteyn é considerado um dos realizadores de animação mais influentes de sempre, na sua Rússia natal (onde também fundou uma escola), como em todo o mundo (Hayao Miyazaki, por exemplo, é um realizadores que lhe reconhece maiores influências).

Realização: Youri Norshteyn. 1978, 30’, Rússia; recortes, desenho animado, marionetas.

 

Au Bout du Monde

 Há uma casa no cimo do monte, melhor, no pico do monte. Em tal periclitante localização a casa é sensível aos movimentos do mundo que a rodeia.

 Aluno de Khitruk, Bronzit apresenta aqui talvez o filme mais premiado da nova geração da animação russa, com 70 (!) prémios. Au Bout du Monde integra o projecto 30/30 – The Human Rights Animation Project.

Realização: Konstantin Bronzit. 1998, 8’, França-Rússia; desenho animado.